Há uns anos vi em uma revista a casa da designer de interiores Tota Penteado – profissional que adoro e admiro -, e desde então planejava trazê-la aqui no Open House! O terreno tem 450m², sendo 350m² de área construída, e fica localizado no Jardim Petrópolis aqui em São Paulo. Se a casa é maravilhosa? Bom, já já você vai entender meu encantamento por essa morada de ares italianos e peças cheias de história, mas que, principalmente, se resume em uma lar real e usável. Casa com cara de casa!

Casa de Valentina: Como você chegou até sua casa?

Tota: Há quase 6 anos resolvemos realizar um sonho antigo de sair do apartamento que morávamos nos Jardins, e procurar um lugar que me desse uma condição confortável de ter meu escritório em casa. Casa de vila não encontrei, então saí em busca de bairros residenciais e comecei a andar pela Chácara Santo Antonio, Chácara Flora e Jardim Petrópolis, foi quando me encantei por essa à primeira vista.

CV: Qual foi sua inspiração na hora de projetar?

T: Sempre me inspirei na Toscana quando pensava em algo para mim. Como a casa tinha uma pagada térrea, enxerguei a possibilidade de abrir todos os espaços e integrar inclusive a lateral, onde tenho meu pequeno jardim e horta. Quebrei tudo, estruturei com vigas metálicas, e substitui as paredes por portas e janelas. Todos os acabamentos são rústicos; com pisos em tijolos que lembram os de demolição, fulget na parte externa, e muita plantas misturadas compondo com a fachada.

Ao longo do post tem mais entrevista com a Tota e fotos de babar! Além disso, aperta o PLAY no vídeo abaixo com tour por toda a morada 😉

Fotos: Monica Assan

CV: Quanto tempo durou a obra? Teve alguma curiosidade durante o processo?

T: Durou 6 meses. E sim, usei muitos materiais reciclados na casa, como tampo do lavabo que era um detalhe da antiga lareira, e o revestimento da lareira; placas de travertino da Palimanan que retirei da CasaCor quando fiz um quarto para a Castor.

CV: Qual o maior desafio de projetar para você mesma?

T: Hmm, as dúvidas do caminho a tomar, do estilo a seguir e da verba destinada a tudo isso. No geral, achei muito difícil, tanto que cheguei uma vez, conversando com outros profissionais, a sugerir que fizéssemos uma troca: cada profissional faz a casa de outro colega rsss Como estamos sempre atendendo os clientes, sobra pouco tempo para a gente e, é inevitável, acabamos deixando o próprio projeto segundo plano…

CV: Qual seu objeto predileto?

T: Bom, tem detalhes simples que gosto muito, alguns exemplos: a porta de entrada em pinho de riga que encontrei garimpando; as janelas em corten; meu piano Steinway que me acompanha desde a casa da minha avó; e o espelho oval que carrego da minha bisavó… Difícil escolher uma, pois tem também as peças que andei comprando pelo mundo e que sou muito apaixonada. Minha história é impressa nos detalhes da minha casa.

CV: E ambiente favorito?

T: Gosto muito da área cozinha, jantar e área externa da churrasqueira, lugar que curto muito com minha família e amigos!

CV: Por último, como é sua relação com São Paulo hoje?

T: Tenho o melhor dos dois mundos! Vivo em um pedacinho da Toscana, onde posso relaxar e curtir os pequenos prazeres da vida calma, mesmo estando dentro de São Paulo; e amo a cidade e o fato dela pulsar arte, cultura e gastronomia!