
Fotos: Lucas Lagoa / Divulgação
Conheci a decoradora Adriana Penteado em um Open House na casa de Cláudia Pixu, produtora fotográfica e grande amiga dela. Foi a Pixu quem me falou do apartamento de Adriana, onde ela vive com a família há 27 anos. Agora chegou a vez de fazer essa visita, e bastou entrar para entender por que aquela casa renderia uma conversa tão boa.
O apartamento fica no primeiro andar, de frente para a copa das árvores. Dentro dele, cores, obras de arte, móveis e objetos de diferentes épocas convivem de um jeito muito particular. Eu parava diante de uma peça, perguntava de onde ela tinha vindo e Adriana começava a contar. Assim fomos percorrendo a casa, uma história de cada vez.
O que veio da família
Uma antiga carteira escolar na sala pertenceu à sogra de Adriana, que estudou nela quando criança. A peça passou por outras casas da família, ficou guardada e encontrou aquele lugar depois da reforma. Um xale da sogra virou almofadas, assim como uma manta que Adriana descostura e transforma novamente quando sente vontade de mudar.
Há também um bilhete deixado pela avó, os óculos do pai, obras que pertenceram aos pais e trabalhos de amigos e familiares. Gostei de perceber que Adriana encontra espaço para tudo isso na casa que continua vivendo hoje. Ela muda as peças de lugar, combina com novos achados e lhes dá novas funções.
Garimpos sem endereço certo
O olhar de Adriana também está nas coisas que ela encontra por aí. Algumas vieram de antiquários ou de compras pela internet; outras apareceram na calçada, no caminho da feira. Ela tem uma coleção de vasos formada ao longo dos anos, gosta de arte, de cor e de peças que chamam sua atenção, independentemente da época ou da procedência.
Perguntei como ela faz tantas coisas diferentes conversarem. Adriana me contou que escolhe pelo que gosta e procura criar uma base mais neutra para reunir os objetos. O mobiliário, os tecidos e a variação dos tons ajudam a dar unidade à sala, enquanto quadros e esculturas seguem oferecendo novos pontos de interesse para quem olha.
Uma casa para viver
Depois de 27 anos, o apartamento também acompanha as mudanças da rotina. Na reforma mais recente, os dois cachorros entraram na conversa: Adriana decidiu retirar quase todos os tapetes e escolheu um piso com textura, que funcionasse bem nos espaços amplos. A casa continua cheia de peças de valor afetivo, mas também foi pensada para ser usada com conforto pela família.
Foi uma delícia conhecer Adriana em sua própria casa, ouvir as histórias por trás dos objetos e descobrir os garimpos que ela reuniu ao longo dos anos. Dê o play e venha comigo visitar este Open House!


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