
Fotos: Dea Fylyk / Divulgação
Neste Open House, fui a Curitiba conhecer uma casa que já me deixou curiosa antes mesmo de entrar. Repara na fachada: você imaginaria que, nos primeiros estudos, a arquiteta Caroline Bollmann pensava em usar madeira? Foi ali na entrada que a Carol me contou como o projeto mudou de rumo. Ela adora trabalhar com madeira, mas, conforme foi conhecendo o casal, percebeu que os dois gostavam mesmo era de tecnologia, de tons escuros e de materiais fáceis de cuidar. Assim, a escolha natural para a fachada foi o Dekton, do Grupo Cosentino, que depois apareceu também em tantos outros pontos do projeto!
A casa tem cerca de 1.200m², e o terreno guarda uma surpresa que eu só descobri conversando com a arquiteta: o bosque que a gente vê ao lado da fachada também faz parte da propriedade. Ao longo da visita, fui percebendo como ela aproveitou essa vizinhança. Da sauna, dá para olhar direto para as árvores, do pátio, a vista é de uma araucária que já estava ali e, lá de cima, na passarela que leva aos quartos, a gente enxerga como tudo se conecta nessa casa feita para um casal, suas duas filhas e uma turma de amigos que aparece toda semana.
Do pátio para a cozinha
O pátio central me lembrou os riads marroquinos, com os ambientes voltados para um jardim que a gente só descobre depois de entrar. A Carol me contou que esse é o lugar preferido da família! No dia da gravação fazia sol, então atravessamos o pátio para chegar à cozinha. Mas Curitiba tem lá suas mudanças de tempo, e eu quis filmar o que acontece quando chove. É só deslizar as portas de vidro para fechar o lado descoberto e abrir uma passagem entre a cozinha e a área coberta da piscina.
Os moradores gostam de cozinhar e pediram que a churrasqueira ficasse na própria cozinha. É ali que os quatro tomam café da manhã e almoçam juntos. A sala de jantar fica logo ao lado, para quando vem mais gente. Gostei de ouvir a Carol contar como escolheu os equipamentos com eles. O gosto pelo café rendeu uma máquina própria, e a ilha precisou acomodar até uma chopeira. Num fim de semana de sol, basta abrir as portas e puxar mais uma mesa para o pátio.
Um bar à beira da água e uma sauna de frente para o bosque
O morador joga biribol, uma espécie de vôlei na água, e recebe os amigos em casa para as partidas. Na piscina aquecida, a Carol reservou um trecho para a rede e aproveitou uma das extremidades para criar um bar. O que achei inteligente foi a altura do balcão! Quem serve desce alguns degraus e fica de frente para quem está na água. Dá para apoiar o copo, comer um aperitivo e continuar conversando enquanto o jogo acontece logo ao lado.
Os amigos chegam por uma entrada lateral que dá acesso aos vestiários, à academia e à sala de jogos. Ali, a mesa de sinuca ganha um tampo e vira mesa de pingue-pongue. Depois da partida, tem ainda a sauna seca, um dos ambientes de que mais gostei. Uma das paredes é toda de vidro e, do banco, a vista é para dentro do bosque. Como as árvores fazem parte do terreno, dá para aproveitar a paisagem com privacidade.
O que tem por trás da fachada
Lembra do volume escuro que vimos na chegada? Ele abriga uma sala de cinema com 12 poltronas motorizadas. Por fora, a Carol usou placas inteiras de Dekton Somnia, com veios discretos e apenas quatro milímetros de espessura. Por dentro, reparei que os painéis de madeira pintados de cinza tinham uma leve inclinação. Perguntei se ela tinha a ver com o som e era isso mesmo. O desenho faz parte do projeto de acústica, um cuidado que os moradores, atentos até aos efeitos sonoros dos filmes, fizeram questão de ter. E os 12 lugares? Segundo a Carol, quando vêm os parentes, a sala lota!
Antes de subir, dei uma espiada no lavabo. Ali, a Carol aproveitou o comprimento de uma chapa de Dekton, a superfície ultracompacta desenvolvida pelo grupo espanhol Cosentino, para desenhar uma bancada de três metros sem emendas. Até a bandejinha de apoio faz parte do tampo. Nos vestiários, o pedido por cubas esculpidas ganhou outro desenho com uma pedra natural verde da linha Sensa, também do grupo.
Lá em cima, o conforto muda de textura
Subimos pelo elevador panorâmico até a passarela que separa as suítes da família, de um lado, do escritório e do quarto de hóspedes, do outro. Depois de percorrer um térreo inteiro de piso frio, foi uma surpresa encontrar carpete em quase todos os quartos. A explicação da Carol foi simples e bem curitibana: os moradores adoram andar descalços, inclusive nos dias frios!
E teve um cantinho que eu quase deixei passar. Foi só no fim da visita que voltamos para conhecer a lavanderia, dividida em área seca e molhada, com um terraço para estender a roupa ao ar livre.
Quer descobrir todos os detalhes dessa casa? Prometo que você vai sair do vídeo completo com muitas boas ideias para o seu projeto, principalmente em relação aos materiais e revestimentos! É só apertar o PLAY para assistir ao Open House.


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