11 2026

Verde, madeira e luz natural em casa de 475m²

02 nov, 2026 | Casas, Acima de 200 m2, Cidade

Fotos: Juliano Colodeti, do MCA Estúdio / Divulgação
Projeto: Escala Arquitetura
Paisagismo: Christina Mendes
Área: 475m² construídos em terreno de 237m²
Localização: Horto, Rio de Janeiro

Esta casa no Horto, na Zona Sul do Rio de Janeiro, nasceu de um prisma interno que leva luz natural, ventilação e vegetação ao centro da residência. O projeto é das arquitetas Carolina Escada e Patricia Landau, do escritório Escala Arquitetura, e foi feito do zero para um casal com três filhos, amigos das profissionais, que queria uma casa confortável para o dia a dia e para receber.

Os clientes compraram o terreno com uma construção existente, que foi demolida para dar lugar à nova casa. São 475 m² em três pavimentos, com estrutura mista de concreto e elementos metálicos.

Jardim de inverno e luz natural no centro da casa

O prisma interno é a solução que mais define a casa. Além de levar luz e ventilação natural, ele abriga um jardim de inverno no térreo e coloca a vegetação dentro da rotina dos moradores. Como resume o escritório, o verde participa do projeto não apenas nas áreas externas, mas também da experiência dos ambientes internos, com a ajuda das grandes aberturas e dos materiais naturais.

Como a casa se organiza em três pavimentos

No térreo ficam as salas de estar e jantar integradas, que se conectam à varanda, à sala das crianças e à cozinha. Também estão ali o lavabo, as áreas de serviço e um bicicletário junto à entrada de serviço.

O primeiro pavimento reúne a área íntima: sala íntima e quatro suítes, uma para cada filho e a do casal. A suíte da filha, com closet integrado, divide uma varanda com a suíte principal, que também tem closet e banheiro.

No segundo pavimento estão uma segunda sala de estar, academia e banheiro. O espaço gourmet se integra à varanda e se abre para a sauna e a piscina. O paisagismo de Christina Mendes envolve o terraço e prolonga o verde pelas áreas sociais da cobertura.

Madeira e pedra como fio condutor

A escolha de materiais naturais dá unidade aos andares. Térreo e cobertura receberam porcelanato bege-claro em placas de 120 x 120 cm. No primeiro pavimento, o piso é de peroba mica, em módulos quadrados de 42 cm formados por seis peças de 7 cm de largura. A madeira também aparece nos tetos e nas marcenarias desenhadas pelas arquitetas, finalizadas em folha natural de freijó.

Design brasileiro e acervo da família na decoração

A decoração parte de uma base neutra, com tons claros, off-whites e madeira, complementada por verdes e tons terrosos que dialogam com a vegetação externa. As peças que já pertenciam à família foram incorporadas ao projeto: um vaso oriental, obras de arte, álbuns de família e livros.

Nas áreas de convivência, o mobiliário tem desenho leve e mistura formas, materiais e texturas. Há muito design brasileiro, como as cadeiras Viky, de Bernardo Figueiredo; as mesas de centro Olívia e Rosá, de Maria Cândida Machado; a poltrona Mole com banqueta e as poltronas Kilin, de Sergio Rodrigues; o banco Marina, de Lucas Bond; o sofá e as poltronas Astúrias, de Carlos Motta; e as poltronas Colana, de Daniel Simonini.

Na cozinha e na copa, a marcenaria verde reforça a conexão com o exterior. O banco estofado em tom terroso deixa o espaço mais acolhedor para as refeições em família.

Um ano e dez meses entre projeto e obra

Entre elaboração, aprovação, obra e finalização da decoração, o trabalho durou um ano e dez meses, de maio de 2024 a março de 2026. Para Carolina Escada, o maior desafio foi dar coerência a uma casa com tantos andares e funções:

“Criar unidade entre os diferentes pavimentos e ambientes, conciliando suas respectivas funções e necessidades sem perder a identidade do projeto. A integração entre arquitetura, interiores e áreas externas foi fundamental para construir essa continuidade.”