Casa de campo de 1.200m² com integração e luz natural abundante
13 jul, 2026 | Casas, Acima de 200 m2, Campo

Fotos: João Paulo Soares de Oliveira / Divulgação
Escritório: Cassiana Miranda
Paisagismo: Caterina Poli
Área: 1.200m²
Localização: Itupeva, São Paulo
Quando uma arquiteta projeta a própria casa, o resultado costuma ser uma síntese perfeita de sua maturidade profissional e de seus desejos mais genuínos de morar bem. Localizada em Itupeva, no interior de São Paulo, esta espetacular casa de campo de 1.200m² traduz exatamente esse cenário. Assinada por Cassiana Miranda, a morada foi inteiramente concebida para ser o refúgio de fins de semana e férias de sua própria família — composta por ela, o marido e os dois filhos.
“Queria uma casa que funcionasse como um refúgio para a nossa família, um lugar onde pudéssemos desacelerar e aproveitar o tempo juntos. A conexão com a natureza foi uma premissa desde o início do projeto, por isso buscamos integrar os ambientes ao jardim e valorizar a entrada de luz natural. Hoje, o que mais gosto é justamente essa sensação de acolhimento e tranquilidade que a casa proporciona”, conta Cassiana.
Arquitetura de convivência e entrada de luz natural
O ponto de partida do projeto foi criar uma atmosfera confortável, acolhedora e intimamente conectada com a paisagem do interior paulista. Para alcançar esse equilíbrio entre a ampla metragem de 1.200 m² e o aconchego necessário para o dia a dia, a profissional organizou a planta de forma a integrar totalmente as áreas de convívio social. O living ganha amplitude com grandes aberturas e generosas esquadrias que eliminam as barreiras visuais entre as salas e o imenso jardim de fundo.
A entrada de luz natural foi amplamente valorizada em todos os quadrantes da edificação. No pavimento superior, onde se concentram as suítes íntimas da família, painéis de brises móveis desempenham um papel fundamental: ao mesmo tempo em que filtram a incidência direta do sol, garantem o conforto térmico, a ventilação cruzada e a privacidade necessária sem bloquear a vista da copa das árvores.
Elementos únicos e a escada em balanço
Por se tratar de um projeto com envolvimento tão pessoal, Cassiana Miranda utilizou o canteiro de obras para experimentar soluções estéticas marcantes. A experiência sensorial da chegada já anuncia a identidade da casa: o acesso principal se dá por uma bela escada revestida de fulget que corta um jardim meticulosamente desenhado com pedras brutas, coletadas e preservadas do próprio terreno durante a fase de terraplenagem.
Destaque do living: poesia estrutural
No coração da área social, uma imponente escada interna metálica em balanço surge como escultura. Com degraus flutuantes executados em madeira de demolição, o elemento não apenas conecta os dois pavimentos, mas serve como moldura para um jardim interno privativo, promovendo uma transição suave e poética entre a solidez da estrutura e a leveza do paisagismo.
Paisagismo assinado e uma vista livre
A integração entre a arquitetura e o meio ambiente externo ganha força com o projeto de paisagismo, que traz a assinatura da renomada paisagista Caterina Poli. A vegetação foi pensada para abraçar a casa, criando uma transição fluida entre a área construída e a paisagem natural da Fazenda da Grama. Espécies tropicais de texturas variadas complementam a produção visual e de interiores, também capitaneada de ponta a ponta pela própria arquiteta, resultando em espaços que respiram frescor e serenidade.

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