Apartamento alugado transformado em lar com mobiliário vintage e Feng Shui
28 abr, 2026 | De 100 a 200 m2, Cidade

Fotos: Alexandre Hugo / Divulgação
Projeto: Joana Hardy Estúdio
Execução: Antônio Valladares
Paisagismo: Marina Tadeu
Área: 153m²
Localização: Belo Horizonte, Minas Gerais
Transformar um apartamento alugado no coração de Belo Horizonte em um verdadeiro lar foi o ponto de partida para a arquiteta Joana Hardy neste projeto de 153m². A cliente buscava, além de um endereço na capital mineira, um refúgio que equilibrasse sua rotina intensa e itinerante entre cidades. O desafio começou antes mesmo da prancheta, já na escolha do imóvel ideal que estivesse localizado em uma região central da cidade mineira e, ao mesmo tempo, respeitasse orientações de Feng Shui, premissa inegociável para a moradora.
A chegada da proprietária ao escritório deu-se por indicação, consolidando uma parceria baseada na confiança para realizar uma obra rápida e com orçamento assertivo. Por se tratar de um imóvel alugado, a estratégia arquitetônica focou em soluções de alto impacto visual e baixo nível de intervenção estrutural. A ideia era imprimir a essência da moradora em cada metro quadrado, evitando demolições pesadas e valorizando o que o apartamento já oferecia, mas sob uma nova perspectiva estética que exalasse acolhimento e história.
“Para isso, focamos em uma curadoria que mescla o novo ao mobiliário vintage e peças de arte, garantindo que cada canto tivesse uma referência pessoal.”
Tecnicamente, a renovação foi conduzida com inteligência de obra em parceria com a equipe de Antônio Valladares. A marcenaria fixa original foi preservada, mas ganhou uma leitura completamente contemporânea através do uso estratégico das cores. A pintura, inclusive, tornou-se a principal ferramenta de identidade, delimitando ambientes e trazendo o frescor necessário para apagar as marcas do tempo deixadas por inquilinos anteriores. Essa escolha permitiu que o investimento fosse direcionado para pontos de maior destaque e personalidade, respeitando o teto orçamentário definido.
A iluminação foi outro ponto de atenção sensível no desenvolvimento do projeto. Trabalhando com recursos restritos, a solução foi adotar uma base de iluminação técnica com excelente custo-benefício, pontuada por peças especiais de design em locais estratégicos. Essas luminárias não apenas cumprem sua função funcional, mas atuam como esculturas luminosas criando diferentes cenários e atmosferas, fundamentais para a sensação de acolhimento.
“O projeto foi construído junto com a cliente que trabalha no mercado das artes. Os móveis, em sua maioria vintage, trazem outro interesse da moradora que é o mobiliário moderno, que convive muito bem com a arte contemporânea e outros elementos de decoração atuais.”
Na suíte principal, o design teve que se atentar aos preceitos do Feng Shui para garantir o fluxo energético ideal. A posição específica da cama exigiu a retirada de um armário embutido original, o que gerou a necessidade de uma recomposição minuciosa do piso e das paredes. O acabamento foi feito com um tecido natural de algodão, proporcionando uma textura tátil e suave. O resultado final, que hoje se assemelha a uma cabeceira meticulosamente planejada, nasceu na verdade de uma solução técnica para acomodar a cama na orientação correta.
Por fim, o paisagismo assinado por Marina Tadeu traz o verde para dentro do ambiente urbano. O projeto foi pensado prioritariamente para a vivência da cliente, mas mantém a flexibilidade necessária para receber seus filhos e namorado em suas visitas a Belo Horizonte, fazendo do apartamento alugado, um verdadeiro lar.
“Na minha casa eu me sinto acolhida acima de tudo. Esse apartamento é uma junção do conforto com a praticidade, tudo que eu preciso para equilibrar a minha vida corrida e cheia de compromissos.”






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