O histórico de amizade e amor pela arte foi influência para os cantos do apartamento do Theo Rocha ganharem forma, após uma obra completa e cheia de coisas interessantes para contar. O Theo é publicitário, diretor de arte e hoje viaja o mundo à trabalho, então se prepara que Open House dessa semana está recheado de alma e personalidade!

Eu geralmente começo te apresentando o dono da casa e depois falo sobre o arquiteto, mas na história de hoje é impossível, ambos caminham juntos,  são amigos de infância. O Theo e o arquiteto, Gil Mello, são amigos desde muito pequenos, estudaram na mesma escola e viajaram juntos várias vezes. Uma das primeiras coisas que o Gil me contou foi:

“Tenho ele como irmão! Somos muito amigos e temos muita intimidade, inclusive com as famílias.”

Com essa pequena introdução, explicar o processo do apê vai ser mais fácil. O Theo e a esposa moravam em Higienópolis, estavam em busca de um lugar mais espaçoso no mesmo bairro, e chamaram o Gil para participar já da escolha do apartamento. Eles visitaram alguns apartamentos e, quando chegaram no atual, o Theo não gostou; achou sem potencial e antigo, mas logo sua esposa e o Gil entenderam que dali poderia surgir um ótimo projeto!

Com o apartamento de 216m² em mãos, os estudos começaram e a primeira parte foi integrar toda a área social, organizando o setor de serviços: cozinha como extensão da lavanderia e uma ilha entre salas e cozinha. Todo o espaço é amplo e teve envolvimento total dos clientes; o Theo foi quem desenhou a fôrma para produção dos ladrilhos hidráulicos da cozinha (Dalle Piagge), escolheu as cores, fez a paginação e imprimiu um guia para que a mão de obra assentasse o piso de modo idêntico ao que ele fez. Sensacional, né?

O concreto não passa despercebido nesse apê, base perfeita para os outros acabamentos e itens de decoração. Quando o Theo idealizou sua parede de cimento, achou que seria algo liso e preciso, e questionava o tempo todo o profissional que estava realizando o serviço. Um dia, o profissional abandonou a obra e o Theo e a esposa foram lixar para tratar o concreto aparente até ficar parecido com as referências que tinham pesquisado; foi aí que o morador passou a entender e apreciar a graça do material:

“Na hora, as manchas e trincas me incomodavam muito, mas hoje eu adoro! A bancada da cozinha também é em cimento, e gosto quando alguém deixa marca de copo… São histórias!”

Você vai notar nas fotos que as obras de arte dominam essa morada e, o que mais adoro, todas têm história. O pai do Gil e o Theo dividem duas paixões: ir juntos à exposições de artistas para adquirir as peças; e os discos de vinil. O Theo tem um espaço para sua coleção de discos – ele já foi DJ – e também é colecionador de copos e luminárias que garimpa pelo mundo todo!

Muito interessante, né? Amanhã terá mais sobre esse Open House, e darei às palavras ao Theo e ao Gil na entrevista que fizemos durante minha passagem pelo apê 😉

Fotos: Rafael Renzo