O apartamento desse Open House é um prato cheio de boas referências da decoração clássica, prepare-se para anotar! Localizado em Higienópolis, os 160m² representam gostos e paixões do morador, Rodrigo Castejón que, com menos de 30 anos, é um grande apreciador e consumidor de arte, e vive em contato com suas vertentes para inseri-las na sua casa. O décor do apê vive em constante construção, e conta com o olhar refinado do arquiteto Paulo Azevedo, que além de entender do estilo clássico, é muito amigo do morador. Vamos lá! Desliza o post para conhecer tudo 😉

Casa de Valentina: O que é bom gosto para você?

Rodrigo Castejón: Ser autêntico e seguro do próprio gosto, sem deixar se influenciar por modismos. Independente do estilo, admiro aquele que “veste” sua casa com sua personalidade, e não com a de um profissional que não abre espaço para a opinião do cliente. Aprecio quem é discreto e foge de estampas/assinaturas de grifes que há muito perderam a qualidade, e passaram a se manter no mercado dito “de luxo” – odeio esse termo – buscando lucro, por força do marketing, e não por conta de exclusividade.

CV: Quais principais referências de interiores você consome?

RC: Os projetos de Jorge Elias, Ugo di Pace, Antonio Neves da Rocha, João Mansur, Sig Bergamin e Fabrizio Rolo. Gosto do clássico com resultado sofisticado, harmonioso, fresh e com uma verve masculina. A nível internacional, Henry Samuel, Tony Duquette, Vincent Darré e Jacques Grange; quatro grandes nomes – os dois primeiros já não vivem mais – que me agradam enquanto referências. E o Paulo Azevedo, meu arquiteto. Quem se interessa por arquitetura e interiores nota que há uma considerável maioria de profissionais que se dedicam ao contemporâneo, enquanto ao clássico, muito poucos.

Assista ao tour completo no vídeo abaixo, e depois volte terminar de ler a matéria, quem está cheia de dicas. Abs!

Fotos: Monica Assan

CV: @ que valem a pena ser seguidos?

RC: @pauloazevedodesign, @casadevalentina, @manuelaeliaska, @marcosrezendeantiquario, @leprincejardinier, @jacques.grange,@ashleyhicks1970, @felipadeabreu, @theacademynewyork, @dueboutiquedecor, @jorge__elias, @joaormansur, @ugodipace_work, @fabriziorollo, @anevesdarocha, @guinevere_antiques, @christiesinc, @sothebys, @jubenfattiexcentricidades, @jackluna, @rnantiquario, @lucsel, @guilhermedietrich__, @artenamesa1, @jrdesign11, @mafaragao, @salvesengraham, @thelordofdecor, @lmwdecor, @gastonydaniela, @museuartesacra, @lamaisonpierrefrey, @casamota, @maisonimperialedubresil, @julia_boston_antiques, @mikealvares, @riocasaseprediosantigos, @fazendas_antigas.

CV: Quem gosta de decoração clássica deve frequentar quais lojas feiras no Brasil?

RC: Vamos lá:

  • Antiquários: Marcos Rezende, Jorge Elias, Juliana Benfatti, Sentido Cosmopolita, RN Antiquário, Fernando Motta, Antiquário Épocas.
  • Lojas: By Kamy, Loja Teo e Galpão Teo, Arte na Mesa.
  • Feiras: Benedito Calixto (recomendo a Dona Maura e a Sônia para pratas e metal prateado), MASP, Bixiga, MUBE (procure o Jack Luna para arte sacra, Henry para prata de lei, e a Fafá, que vende joias étnicas antigas lindas!); e a Cassino Atlântico no Rio de Janeiro.
  • Leilões são boas alternativas para comprar com bons preços: Casa 8, Casa Amarela, Dagmar Saboya, o Von Brusky, o Miguel Salles e o James Lisboa que são opções legais e confiáveis em São Paulo (para comprar em leilão, faça a lição de casa: visite a exposição antes do remate e sempre suspeite de obras atribuídas com preço muito convidativo!)

CV: Quais são suas buscas no Pinterest?

RC: Procuro por decoração clássica e arte, country-houses inglesas, referências de personagens aristocratas, da realeza europeia e da monarquia brasileira. Esta última, muito me interessa. 

CV: O que nunca entraria na sua casa?

RC: Flores artificiais e qualquer tipo de cópia – ou réplica, como alguns preferem. Entendo que, se não pode ter naquele momento, não se deve comprar. Quem tem bom gosto encontra peças genuínas charmosas e que cabem no bolso 😉

CV: Tem algum objeto na casa que você tenha um apego especial?

RC: Confesso que já me fiz essa pergunta. Como pode-se constatar na matéria sou, de certa forma, um pretenso colecionador, seria uma escolha não tão simples, porque tudo que acumulei tem um significado. Então, na hipotética situação de um incêndio, por exemplo – Deus me livre! -, escolheria um isqueiro S. T. Dupont que pertenceu ao meu avô paterno, Tonico Castejón. Tenho o estojo original e toda a documentação da peça, e a uso ao menos uma vez por semana para acender meus charutos, me conectando com alguém que admiro muito e que de alguma forma influenciou minha personalidade, apesar do vovô ter falecido 7 anos antes de eu nascer.

CV: E ambiente favorito?

RC: Pela disposição do meu apartamento tenho num só ambiente o living, a sala de TV, a sala de jantar e o meu bar – que amo. Tudo se conversa e se complementa nos drinks e jantares que adoro promover aos amigos, e é também onde se concentra a maior parte das peças. 

CV: Como foi o processo de amadurecimento do projeto para chegar até o resultado de hoje?

Paulo Azevedo: Esse foi meu primeiro projeto depois que me formei, um apartamento alugado, e eu e Rodrigo éramos bem jovens – 22/23 anos mais ou menos – na época. É uma decoração de muito tempo; organizamos o layout, aos poucos vamos trocando as obras de arte, então na verdade, nunca termina rsss Como somos amigos e ele compra muitas coisas, estou sempre ajudando à reorganizar o espaço.

CV: Qual o maior desafio desse projeto?

PA: O maior desafio é organizar, porque ele gosta de peças diversas. Hoje estamos em um ponto que o Rodrigo já entende o que pode ficar bom, e ele mesmo já faz as trocas e adaptações. Mas o interessante é que, mesmo com esse entendimento, ele sempre entra em contato comigo para decisões de objetos maiores, como mobiliário por exemplo. O apê tem vida própria, isso é incrível!

O Rodrigo recepcionou eu e minha equipe com uma mesa de café de manhã que, além de deliciooosa, estava linda e super caprichada! Não resisti à uns cliques, olha só: