Posso arriscar dizer que essa casa está entre as mais coloridas que já visitei aqui no Open House! Essa semana nossa parada é na casa de vila da arquiteta Claudia Alionis, persona alto astral que ama viajar e que sabe bem como imprimir sua personalidade onde vive. Ao mesmo tempo em que a morada é super vibrante, a calmaria permeia os cômodos, deixando tudo ali em equilíbrio. Vamos conhecer?

A busca pela casa perfeita não foi tão rápida, já que a arquiteta queria um lugar com menos de 200m², com estrutura antiga, em uma rua fechada e bastante verde ao redor. Como no fim todo esforço vale a pena, esse processo de 3 anos resultou na escolha acertada de uma casa de 185m² em Santo Amaro, que a arquiteta reformou todinha para ela e a filha viverem os próximos anos. Essa é a típica morada que gosto de trazer aqui: casa com cara de casa!

“Sou Paulista, amo minha cidade pela diversidade e a acho muito interessante, porém, não sou urbana, gosto de lugares com mais verde, ares residenciais mais distantes de comércio, por isso escolhi esse bairro para morar.”

A reforma deixou os espaços amplos e integrados, com melhor circulação e divisão dos ambientes, mas sem perder o estilo e aconchego que uma casa de vila em meio à São Paulo proporciona. A morada não tem repetição de ambientes, como duas salas de estar ou vários quartos; todos os cômodos são funcionais, usados realmente no dia-a-dia e com um tamanho ótimo para a rotina da Claudia e da filha, ou seja, casa para viver mesmo! Um bom exemplo disso é a única mesa de refeições da casa que fica bem no meio da cozinha, deixando tudo que envolve o comer e o receber mais próximo e prazeroso, fator importantíssimo para a Claudia, que adora cozinhar e trazer livros de receitas das viagens.

Aproveitando, chegamos em um assunto imprescindível nesse Open House: viagens! A Claudia é uma viajante nata, essa é sua atividade predileta na vida e é refletida em todos os cantinhos da casa. Ela já foi e vai sempre para lugares interessantes e transporta as energias das vivências pelo mundo para dentro de sua morada, em forma de objetos de decoração, temperos, tecidos… Alguns que lembro dela comentar comigo foram África, Portugal, Espanha, Butão, Etiópia e a Índia, que a Claudia tem uma relação especial e volta pelo menos uma vez por ano para as terras indianas. Em meio à tantas peças lindas e com histórias ótimas, a arquiteta me contou que tem um apego diferente por duas:

“O piano meia calda que foi presente de meu pai quando era adolescente, pois toco desde a infância; e o quadro de Tara que trouxe do Butão sem pagar, e me confiaram pagar quando chegasse no Brasil.”

Essa casa tem muuuuito o que falar, mas calma! Não vou me empolgar mais, pois amanhã terá vídeo com um tour divertido e cheio de detalhes dessa casa! Te espero para ver mais sobre a Claudia e todo seu universo e, por enquanto, fica um gostinho nas fotos aqui embaixo 😉

Fotos: Rafael Renzo