11 2026

Marcenaria de freijó redesenha o térreo de uma casa de 390m²

05 nov, 2026 | Casas, Acima de 200 m2, Cidade

Fotos: Luiza Schreier / Divulgação
Escritório: Raphael Assaf Arquitetura 
Produção visual: Lu Algarthe
Paisagismo: Gina Fiuza
Área: 390m²
Localização: Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, RJ

Nesta casa de três andares, a luz que chega à sala vem, em parte, de uma claraboia sobre a escada. O casal que comprou o imóvel na reta final da construção queria aproveitar essa luz, mas preferia que os degraus ficassem fora do campo de visão de quem entra. Para conciliar os dois pedidos, o arquiteto Raphael Assaf desenhou uma divisória curva de ripas de madeira. Da porta, vê-se a curva. Pelos vãos, a claridade alcança o térreo.

O casal e o filho adolescente buscavam uma casa maior, com espaço para receber amigos e acomodar os móveis que trariam da antiga residência. A planta foi mantida, assim como o porcelanato cinza acetinado. As mudanças vieram com a marcenaria, a iluminação e os revestimentos de parede.

“O maior desafio foi imprimir personalidade ao projeto e atender aos desejos dos moradores sem realizar alterações significativas na arquitetura preexistente”, conta Raphael.

Da entrada à varanda

Ao lado da divisória da escada, uma estante combina madeira e palha natural. O freijó predomina na marcenaria do térreo, onde a família concentra os encontros. Sala de estar, jantar e varanda se abrem umas para as outras. Na cozinha, os painéis de correr dão aos moradores a escolha de participar da conversa enquanto preparam a refeição ou de fechar a área de preparo.

Na sala de jantar, uma tela fracionada de David José acompanha a mesa ampla escolhida para receber. No estar, a disposição dos assentos em roda aproxima quem ocupa o sofá de quem prefere uma poltrona. Fora da roda principal, poltronas e pequenas mesas de apoio formam cantos de leitura. As Kilin, de Sergio Rodrigues, vieram do acervo da família, assim como alguns tapetes e obras de arte. Entre as novas escolhas estão a poltrona Jangada, de Jean Gillon, e o sofá Pillow, do Estudiobola.

Outra estante no último andar

O freijó do térreo reaparece na suíte do casal, uma das três que ocupam o segundo pavimento. Já no quarto do filho, a escolha foi o carvalho. A mesma madeira segue para o último andar, onde a sala íntima divide espaço com o escritório e a família tem acesso ao terraço.

Nesse ambiente, a estante ganha um desenho próprio. Se na entrada a palha e o ripado deixam a luz participar da composição, aqui o olhar vai para o fundo das prateleiras. Um tecido mostarda reveste a parede e aparece nos intervalos entre livros e objetos, em contraste com o carvalho, a fórmica TS e a laca cinza.