
Fotos: Re Freitas / Divulgação
Há casas que parecem cenários prontos, e há lares que funcionam como diários visuais vivos, onde cada objeto e textura conta uma história. O apartamento de 175 m² em São Paulo da arquiteta e designer de interiores Stephanie Morin — fundadora do Studio Chez Morin — pertence à segunda categoria. Neste Open House para o Casa de Valentina, percorremos um refúgio acolhedor e cheio de luz natural, que reflete a bagagem cosmopolita de Stephanie após duas décadas atuando em Direitos Humanos entre os EUA, Europa e América Latina.
“Eu quero trazer alegria para os projetos e para a vida. A casa precisa ser uma coleção viva de experiências e afetos.”
A chegada e a galeria de afetos
A experiência da casa começa no hall integrado. Adquirido em 2013, o imóvel teve o piso original de madeira preservado, trazendo o aconchego ideal para acompanhar as fases da vida de Stephanie: do período solteira ao casamento com Roberto Tesch e a chegada do filho Rafael. As paredes abrigam uma galeria afetiva que mistura o pôster vintage “Zumba”, retratos em preto e branco feitos por seu avô paterno em Paris, partituras originais de sua bisavó e obras de artistas como Willys de Castro.
A área social foi ampliada integrando um dos quartos à sala. No estar, a luminária de parede de Jean Prouvé dialoga com grandes spots cênicos de cinema garimpados do acervo de Antônio Coelho. Peças autorais como a Cadeira de Pernas Cruzadas e a luminária de Tom Dixon convivem com objetos afetivos, como os tradicionais Balangandãs e o cacto Fred, companheiro de Stephanie desde os tempos de solteira.
A sala de jantar e o design brasileiro
Na sala de jantar, a composição celebra o design autoral brasileiro. Destacam-se os pendentes cerâmicos artesanais da Céu de Barro, tecidos e copos da Branco, esculturas em alumínio de Valdomiro e puxadores em latão do Estúdio Bravo, evidenciando como a sofisticação está no cuidado com os detalhes táteis.
A cozinha com a famosa porta rosa
Ponto focal do projeto, a cozinha destaca-se pela icônica porta rosa que conecta a circulação e ilumina o espaço. O ambiente recebeu recentemente piso em massa cementícia com acabamento fosco e aveludado, priorizando o conforto ao caminhar descalço. Nas paredes, destacam-se poesias visuais de Verena Smit e post-its diários com listas de gratidão em inglês e português.
O quarto do Rafa
No quarto do pequeno Rafael, a proposta lúdica prioriza peças duradouras que acompanham o crescimento. O papel de parede de passarinhos vindo de Lisboa harmoniza com baús históricos de organização — incluindo uma caixa de ambulância de metal e um baú do sertão nordestino —, criando uma atmosfera afetiva e funcional.
Quer conferir todos os detalhes, texturas e histórias desse tour de perto? Aperte o play e assista ao vídeo completo do Open House no canal do YouTube!

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