Pilar como protagonista da reforma e vista insuperável
22 out, 2026 | Apartamentos, Acima de 200 m2, Praia

Fotografia: André Nazareth / Divulgação
Escritório: @migsarquitetura
Área: 268m²
Localização:Lagoa, Rio de Janeiro
A vontade de receber mais gente em casa e os planos de ampliar a família motivaram um casal com um filho a buscar um novo endereço na Lagoa, no Rio de Janeiro. Para adaptar o apartamento de 268m² a essa próxima etapa, as arquitetas Adriana Valle e Patricia Carvalho, do @migsarquitetura, reorganizaram a planta e aproximaram cozinha, jantar, estar e varanda. A reforma abriu espaço para os encontros, mas também cuidou das situações que pedem privacidade, como o trabalho em casa e a rotina dos quartos.
Um pilar no centro das decisões
A integração da área social exigiu a retirada das paredes entre cozinha e jantar e das esquadrias que separavam o estar da varanda. No meio desse espaço, porém, um grande pilar estrutural precisava permanecer. A solução foi incorporá-lo à organização dos ambientes: mantido em concreto aparente, ele funciona como apoio para o sofá e cria uma sensação de resguardo junto à mesa de jantar.
“O desafio foi incorporar o pilar ao conceito de integração. Mantivemos o concreto aparente e usamos a iluminação direcionada para transformá-lo em um elemento de destaque”, explicam as arquitetas.
Ao redor dele, a disposição dos móveis e os tapetes delimitam os usos sem interromper a continuidade visual. O porcelanato em tom areia unifica a área social, enquanto as paredes brancas deixam as cores e as texturas aparecerem no mobiliário e na decoração.
A cozinha participa dos encontros
Com a abertura para o jantar, a cozinha passou a fazer parte da composição da sala. A marcenaria em laca azul, com detalhes em madeira, dá presença ao ambiente, que pode ser separado por uma porta de correr conforme a ocasião. Assim, a família consegue alternar entre a convivência com quem está cozinhando e momentos de maior privacidade.
Na sala de jantar, um móvel sob medida reúne bar, louceiro e adega. A adega, que já pertencia aos moradores, demandou atenção pelas dimensões e pela cor preta: encaixada em um nicho específico, passou a compor a marcenaria sem dominar o conjunto.
Essa combinação entre novas soluções e peças que acompanharam a mudança também orientou a escolha do mobiliário. A maior parte foi adquirida para o apartamento, mas o acervo do casal encontrou lugar entre os novos desenhos.
A paisagem como ponto de partida
A vista para a Lagoa inspirou os verdes e azuis da paleta, acompanhados por intervenções pontuais de laranja e amarelo. A madeira Peroba do Campo aparece na marcenaria, acrescentando outra textura à base de paredes brancas e piso em tom areia.
No estar, o kilim paquistanês concentra cores e desenhos geométricos. Já na área de TV, o tapete de tonalidade neutra e textura macia estabelece uma diferença entre os ambientes, sem depender de divisórias.
O mobiliário reúne peças como a mesa de apoio Asti, de Jader Almeida; as cadeiras Clave e o sofá Algodão, de Luciana Martins e Gerson de Oliveira; e a chaise Pitu, de Aristeu Pires. A mesa de centro com tampo de azulejos, de Noel Marinho, e as caixas de antiquário acrescentam referências vintage à composição.
Espaço para trabalhar e crescer
A reorganização da planta também contemplou necessidades individuais. No home office, o pedido era acomodar o casal simultaneamente junto à janela, aproveitando a iluminação natural. A porta teve sua posição invertida para estabelecer uma relação visual com o estar.
Para o filho, a proposta seguiu referências montessorianas, com elementos ao alcance da criança. O banheiro social e um dos quartos de serviço foram reconfigurados para criar um banheiro para ele e um lavabo destinado às visitas.
Na suíte do casal, as prioridades incluíam cores alegres e um closet separado da área da cama. O banheiro foi ampliado para receber um box maior e uma bancada com duas cubas. Nos quartos, o piso de madeira Tauari marca a passagem para a área íntima.
Entre espaços compartilhados e ambientes reservados, a reforma traduz os motivos que levaram à mudança. A nova planta permite receber amigos e familiares, trabalhar a dois e acompanhar o crescimento do filho, com a convivência orientando as principais decisões do projeto.

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