Área social com vista privilegiada e integração inteligente

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01 2026

Área social com vista privilegiada e integração inteligente

19 jan, 2026 | Acima de 200 m2, Cidade

Fotos: Renato Navarro / Divulgação
Escritório: Concretize Interiores
Área: 72m²
Localização: Morro dos ingleses, São Paulo

Assinado pelo escritório Concretize Interiores, este projeto transforma a área social de um apartamento no Morro dos Ingleses, em São Paulo, em um espaço de contemplação e identidade. Com 72m² dedicados exclusivamente ao estar, jantar, cozinha e varanda, a reforma partiu do desejo dos moradores de atualizar a casa para receber amigos com mais fluidez, sem abrir mão do conforto e da possibilidade de fechamento pontual dos ambientes. A vista privilegiada do skyline paulistano foi eleita como protagonista desde o início.

O casal, natural de Fortaleza, queria que o apartamento em São Paulo carregasse sutilezas afetivas do Nordeste, traduzidas em tons terrosos, quentes e solares, mas longe de qualquer leitura literal. A varanda, já eleita como o espaço preferido da casa, ganhou ainda mais relevância ao ser totalmente integrada ao estar. A ideia era simples e potente: chegar em casa, desacelerar diante da paisagem urbana e desfrutar desse momento ao redor da lareira, outro pedido essencial dos moradores.

“Os moradores deste apartamento prezam muito pela vista e pela contemplação, por isso a integração da varanda com o estar era tão significativa neste projeto.”

Do ponto de vista estrutural, a reforma foi decisiva. A parede que separava sala e cozinha, responsável por bloquear a entrada de luz natural, foi removida, abrindo caminho para um layout mais amplo e contínuo. No lugar, uma porta de metalon verde com diferentes texturas de vidro permite integrar ou isolar os ambientes conforme a ocasião. A retirada da porta-balcão entre sala e varanda completou o gesto arquitetônico, ampliando ainda mais a sensação de espaço e luminosidade. Durante a obra, a descoberta da laje nervurada trouxe um novo rumo ao projeto, que passou a valorizá-la como elemento central da linguagem.

“O estar foi o mais representativo pela mistura da marcenaria, serralheria e laje aparente. Convencer o cliente de expor a laje e conseguir um bom projeto de forro e iluminação para integrá-la foi muito gratificante.”

O layout foi cuidadosamente desenhado para que todos os usos se voltassem para a vista. O sofá de 2,80 m se apoia na parede lateral, liberando o eixo visual para a varanda, enquanto a mesa de jantar foi posicionada de forma a permitir que as refeições aconteçam com o skyline ao fundo. Na varanda, a lareira a gás assume papel quase escultórico, pensada tanto para conforto térmico quanto para contemplação, com a TV discretamente posicionada acima, já que não é um item prioritário na rotina do casal.

A paleta de materiais reforça o equilíbrio entre urbano e acolhedor. Madeira freijó, tons terrosos e o verde aparecem em diálogo com o concreto aparente da laje nervurada e da coluna descascada, preservada como memória construtiva do edifício. Painéis em MDF Freijó revestem paredes e formam a grande estante do estar, iluminada por fitas de LED que, à noite, transformam o móvel em uma luminária de escala arquitetônica. Na cozinha, o granito preto São Gabriel foi mantido e combinado ao porcelanato desenhado por Oskar Metsavaht, cuja paginação aleatória cria verdadeiras composições artísticas.

Cada ambiente guarda seus próprios destaques. No estar, a mistura entre marcenaria, serralheria e laje aparente define o caráter do projeto. A poltrona de balanço Pitú, de Aristeu Pires, em tom de verde profundo, tornou-se objeto de desejo e disputa entre moradores e visitantes. Na estante, as obras das séries Fofucho e Repouso, da Sal.Art.Design, acrescentam textura e significado. Já no hall de entrada, uma grande “caixa” de madeira com portas invisíveis organiza o acesso e abriga um banco articulado, convidando a desacelerar logo ao entrar em casa.

O projeto de iluminação arremata a proposta com precisão. Trilhos pendentes da Reka setorizam o estar, enquanto a luminária Bossa, da Lumini, foi fixada diretamente na laje sobre a mesa de jantar, reforçando o diálogo entre estrutura e design. Spots da Stella completam a iluminação técnica, e, na varanda, o ventilador de hélices em rattan adiciona um clima quase doméstico, contrastando com a paisagem urbana. O resultado é um apartamento que equilibra memória, materialidade e vista — um refúgio contemporâneo onde São Paulo encontra o Nordeste de forma sensível e nada óbvia.

“O conceito foi pensado para misturar os tons terrosos do Nordeste com o estilo urbano, onde a madeira se encontra com o concreto aparente e o metalon dá o toque urbano característico de uma cidade como São Paulo.”

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