Fotos: Arquivo pessoal / Reprodução

Estou planejando gravar o Open House de hoje há muito tempo. Sabe quando a gente acompanha um projeto desde as primeiras escolhas e vai vendo, aos poucos, cada canto ganhar forma? É exatamente assim que me sinto em relação ao apartamento do Daniel Virgnio e Derek Fernandes. Eu vi o cafofo, como chamam carinhosamente o apê, nascer detalhe por detalhe — e por isso tenho certeza de que você vai amar fazer essa visita comigo.

Tudo o que o casal faz carrega uma história muito verdadeira, com um olhar apurado e certeiro. Logo no hall de entrada já dá para entender que estamos em um lugar especial. Em um cenário monocromático, objetos recebidos e achados convivem em perfeita harmonia, cada um com sua memória, origem e narrativa. É uma mistura de vintage e contemporâneo que funciona incrivelmente bem, assim como a dinâmica do casal: estilos diferentes, mas que, juntos, criam algo ainda mais interessante. Obras de arte e peças garimpadas anunciam, logo de cara, que essa é uma casa onde tudo tem significado e uma história a ser contada.

A cozinha é um capítulo à parte. Três cores dão o tom: vermelho nas portas, amarelo nas paredes e azul no mobiliário. Pode parecer ousado (e é!), mas funciona com uma naturalidade deliciosa. Os pendentes, que misturam vidro e acrílico com desenhos de frutas, remetem aos anos 70 e reforçam a paleta. Derek é apaixonado por luminárias, então não é surpresa que as escolhas sejam tão certeiras. Além da estética marcante, a cozinha é extremamente funcional: bancada em inox, prateleiras abertas e espaço de sobra para quem realmente gosta de cozinhar. A lavanderia surge como uma extensão do ambiente, e o antigo cantinho de refeições agora virou o quarto do cachorrinho, mostrando como a casa acompanha as fases da vida.

A sala preserva o piso original do prédio, com tacos de madeira e juntas em jacarandá, um detalhe que já carrega história por si só. O espaço é setorizado em três ambientes: sala de música, sala de jantar e sala de estar — cada um com sua própria atmosfera, definida também pelas cores. A mesa da sala de jantar é uma original dos anos 50, única, com marcas do tempo preservadas e uma pintura a óleo em madeira protegida por vidro. Atrás dela, um biombo desenhado pelo próprio Derek guarda uma história muito especial, que ele conta no Open House e que vale a pena ouvir da boca dele. Esculturas, coleções e obras de arte completam o cenário, criando uma composição rica e cheia de afeto.

O garimpo de mobiliário é parte fundamental do apê: foram meses de procura, restauração e escolhas feitas com calma. E o mais bonito é ver o carinho com que Dani e Derek narram a trajetória de cada peça. Há uma estante maravilhosa onde eles praticamente nos conduzem por uma linha do tempo pessoal, contando a história por trás de cada objeto. É muita informação e, ao mesmo tempo, tudo faz sentido. É uma casa que foi construída aos poucos, com intenção, algo que hoje em dia é muito precioso.

O banheiro de visitas, assim como o hall, aposta no monocromático — dessa vez em verde musgo, criando uma atmosfera envolvente. O corredor se transforma em uma verdadeira gallery wall, com obras ocupando toda a extensão. Na sala de TV e no quarto de visitas, mais coleções incríveis preenchem as paredes. É sério: cada obra tem uma história para contar. No quarto do casal, Derek desenhou a própria cabeceira, que ficou um charme. Obras, esculturas e peças especiais compõem um ambiente aconchegante e cheio de personalidade. As cores continuam a brincadeira do restante do apartamento: batente verde, porta vermelha, paredes claras. Uma cena supercolorida, mas extremamente coerente.

Esse é o tipo de casa que a gente escuta ao invés de ver. Escuta as histórias, as memórias e as referências. E eu garanto: no vídeo completo do Open House, Daniel e Derek revelam detalhes que deixam tudo ainda mais especial. Vem assistir! Tenho certeza de que você vai sair inspirado e com vontade de olhar para a sua própria casa com muito carinho também.

Aperte o PLAY para assistir ao Open House completo!