Home2023-08-18T23:22:29-03:00
PROJETO > CASAS
Entre pedras e desníveis, uma casa aberta à paisagem
BLOG > OPEN HOUSE
Casa modernista brasileira de 1.000m² cheia de arte | Open House com
PROJETO > CASAS
Madeira, livros e fins de semana sem pressa
BLOG > OPEN HOUSE
Casa colonial no Jardim Paulistano cheia de histórias | Open House com Carolina Neuding

_CASA DE VALENTINA
NO YOUTUBE

For privacy reasons YouTube needs your permission to be loaded.
I Accept

_GUIA DE
PROFISSIONAIS

_GUIA DE
PROJETOS

Casa modernista brasileira de 1.000m² cheia de arte | Open House com

Fotos: Derek Fernandes / Divulgação

Essa é uma casa de gente apaixonada. Pelo jardim, pelas obras de arte, pelo mobiliário e por cada escolha arquitetônica. Neste Open House, visitei a casa de 1.000 m² de Darlan Penido e descobri como a experiência de transformar o imóvel acabou mudando também sua trajetória profissional.

Inspirada no modernismo brasileiro e pensada para ele, seu companheiro e os dois cachorros, a casa tem sua concepção geral assinada pelo jornalista e proprietário Darlan Penido. Já a curadoria dos ambientes e das obras é de Filipe Camargo, Luis Maluf e Cacá Madalena. Juntos, esses olhares aproximam arquitetura, design e arte das histórias de quem vive ali.

Uma casa que abriu novos caminhos

Depois de três décadas trabalhando com televisão, Darlan decidiu fazer uma pausa no jornalismo e se dedicar à transformação do imóvel. A escolha da casa, aliás, foi rápida: enquanto levou quatro anos para encontrar seu primeiro apartamento, esta foi a primeira que visitou.

Ao longo de dois anos, pesquisou o modernismo brasileiro, acompanhou a execução com uma construtora e participou das decisões, da escolha dos materiais ao desenho de elementos da casa. Quando chegou a hora de voltar ao jornalismo, percebeu que queria seguir pelo universo do design e das artes visuais.

Dessa experiência nasceu também seu trabalho com tapeçaria. Desenhos inspirados em Tarsila do Amaral se multiplicaram em uma série de cem criações e ganharam uma nova escala por meio de uma parceria com a Santa Mônica Tapetes.

Referências brasileiras e memórias de Minas

Na sala, peças de Oscar Niemeyer e Sérgio Rodrigues convivem com criações contemporâneas. Durante a visita, experimentei a poltrona Rampa, de Sérgio Rodrigues, que sempre desperta curiosidade pelo jeito de sentar. O piano também tem seu lugar e acompanha uma paixão de Darlan desde a infância.

As origens mineiras aparecem nos materiais. O aço corten remete ao ferro, ao minério e aos tons terrosos, enquanto a pedra-sabão foi escolhida para dois cilindros no lavabo. Cada peça pesa cerca de 250 quilos, o que exigiu um reforço no piso. São escolhas que ajudam a entender como suas lembranças participaram do projeto.

Soluções que surgiram pelo caminho

Uma das ideias que mais me chamou a atenção foi a adega entre a sala e a cozinha. Desenhada por Darlan, ela cria um portal com garrafas que parecem flutuar. Achei que aquela passagem estivesse prevista desde o início, mas ela surgiu conforme ele foi entendendo o funcionamento dos ambientes.

Na sala, a retirada de uma antiga lareira revelou uma coluna onde ele queria abrir duas janelas iguais. A solução foi assumir a estrutura pelo lado de fora e preservar as aberturas. Gosto de ouvir essas histórias porque mostram como as descobertas da obra também participam do resultado.

Um jardim para descobrir e receber

Logo na chegada, as esculturas conduzem o olhar pelo jardim. Entre as folhagens, algumas obras aparecem aos poucos, como a peça de Alfredo Ceschiatti perto da piscina. Encontrada em um antiquário de Pelotas, ela veio para São Paulo na ocasião do aniversário de 50 anos de Darlan. O antiquário também veio para a festa, e a compra acabou dando início a uma amizade.

O desejo era ter um jardim cheio, com costelas-de-adão e outras espécies de folhagens generosas. A vegetação cresceu, passou a envolver as obras e compôs o cenário da área mais usada para receber.

Com churrasqueira, forno de pizza e uma mesa próxima de quem cozinha, é ali que os amigos costumam ficar. Apesar de haver uma sala de jantar interna, os encontros acabam acontecendo do lado de fora, do jeito que o casal gosta.

Arte e novas descobertas

As obras mudam de lugar e abrem espaço para novas composições. No dia da gravação, um quadro ocupava o lugar de uma tapeçaria autoral de Darlan que tinha acabado de sair para uma exposição.

Há também descobertas que pedem uma pausa, como uma pintura de Aldemir Martins feita sobre uma caixa de pizza durante um encontro entre amigos. Até os arranjos preparados para a nossa visita têm história: Darlan começou a estudar composição floral e está experimentando essa nova forma de criar.

Saí de lá encantada com a paixão que ele coloca em cada escolha e com a disposição de continuar transformando a casa. Para conhecer os ambientes e acompanhar nossa conversa, é só apertar o PLAY!

For privacy reasons YouTube needs your permission to be loaded.
I Accept

PERFIL

CATEGORIAS

Ir ao Topo