Vinícola com mobiliário autoral brasileiro na Chapada Diamantina

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02 2026

Vinícola com mobiliário autoral brasileiro na Chapada Diamantina

03 fev, 2026 | Acima de 200 m2, Campo

Fotos: Denilson Machado, do MCA Estúdio / Divulgação
Projeto de arquitetura: Vanja Hertcert
Projeto de interiores: GAM Arquitetos
Área: 487m²
Localização: Chapada Diamantina, Bahia

Assinada pela arquiteta Vanja Hertcert, especialista em projetos de vinícolas, a Vinícola UVVA nasce em um dos cenários mais emblemáticos da Chapada Diamantina, em Mucugê, Bahia, com a Serra do Sincorá em primeiro plano. Inserido em uma cidade histórica de grande relevância cultural, o projeto parte de um entendimento profundo do lugar: antes de qualquer decisão formal, foi a paisagem que determinou o ritmo, as aberturas e até os silêncios da arquitetura. A natureza, aqui, não é pano de fundo, e sim protagonista.

Com a arquitetura já definida, o projeto de interiores ficou a cargo do GAM Arquitetos, escritório formado por Anna Fernandes, Guido Ramos e Marcelo Bezerril, que assumiu o desafio de complementar e qualificar os espaços voltados ao enoturismo. A proposta partiu de um princípio claro: contemplação. A intenção era criar ambientes que acolhessem o visitante sem competir com a vista monumental da serra, valorizando a experiência sensorial do vinho em diálogo direto com o território.

“Trata-se de uma cidade histórica, com grande relevância cultural. A região da Chapada Diamantina oferece um ambiente naturalmente tranquilo, o que influenciou diretamente as decisões do projeto. Antes mesmo de falar de projeto, é importante contextualizar o local onde está inserido. A vinícola está posicionada diante da Serra do Sincorá, e desde o início buscamos minimizar elementos internos para valorizar a paisagem externa, mantendo a natureza como foco principal.”

Os interiores foram desenhados a partir de uma paleta contida e essencial, onde predominam piso de cimento, concreto aparente e estruturas robustas, utilizados de maneira honesta e sem disfarces. A materialidade bruta se equilibra com mobiliário autoral brasileiro, tecidos naturais e tonalidades neutras, construindo uma atmosfera ao mesmo tempo elegante e profundamente conectada à identidade da vinícola. Cada escolha reforça a ideia de permanência e respeito ao entorno.

No pavimento superior, os espaços se organizam de forma fluida e generosa. A varanda de 234,25m² e o terraço de 200m² funcionam como extensões naturais da paisagem, convidando o visitante a desacelerar. Já a copa, com 53,11m², atua como apoio funcional sem perder o caráter acolhedor que permeia todo o projeto. O forro ripado acústico em madeira conduz o olhar e orienta a circulação, sempre em direção à Serra do Sincorá.

Logo na entrada, o visitante encontra dois grandes lounges, pensados como amplas salas de estar. O layout privilegia mobiliários de maior porte, com volumes bem definidos e presença marcante. Na área de degustação, peças de design limpo, assinadas por importantes nomes do design nacional, garantem conforto sem excessos. O restaurante se abre para uma varanda espaçosa, com um lounge mais baixo e informal, enquanto o salão principal se apresenta como um grande cubo de vidro, dissolvendo os limites entre interior e exterior.

“Optamos por piso de cimento, concreto e pilares em concreto aparente, utilizando os materiais de forma mais bruta e simples possível. O objetivo foi criar uma atmosfera acolhedora, elegante e alinhada à identidade da vinícola.”

No subsolo, a experiência ganha camadas ainda mais sensoriais. A cave, construída diretamente no solo, abriga o envelhecimento dos vinhos em um ambiente de arquitetura precisa e interferências mínimas. Atualmente, o espaço recebe uma instalação artística de Marcos Zacariades, criando um diálogo potente entre arte e vinho. Também nesse nível, uma sala exclusiva de degustação, posicionada dentro da rocha, oferece uma vivência imersiva, reforçada por mobiliários assinados por grandes designers brasileiros.

A escolha dos materiais e fornecedores seguiu critérios rigorosos de brasilidade, durabilidade e coerência estética. O projeto revela uma vinícola que entende o luxo como experiência silenciosa: aquela que se constrói na harmonia entre arquitetura, design e a força incontornável da paisagem da Chapada Diamantina.

“Destaque para as peças de mobiliário autoral brasileiro de grande representatividade, selecionadas de forma cuidadosa para criar identidade e reforçar a narrativa de brasilidade do projeto. Todas as escolhas de materiais e móveis refletem nossa profunda consideração pela natureza, criando uma estética que respeita a grandiosidade da região.”

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