Casa transformada em refúgio urbano, com jardim e clima de vila

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03 2026

Casa transformada em refúgio urbano, com jardim e clima de vila

31 mar, 2026 |

Fotos: Maíra Acayaba / Divulgação
Escritório: Península Arquitetura
Paisagismo: Catê Poli
Área: 200m²
Localização: Campo Belo, São Paulo

Assinada pelo escritório Península Arquitetura, esta casa de 200m² no Campo Belo, em São Paulo, revela como a arquitetura pode transformar não apenas os espaços, mas também o ritmo de vida dos moradores. Pensada para um casal com três filhos, cuja rotina profissional no mercado financeiro é marcada por intensidade e pressão, a reforma propôs uma mudança profunda na dinâmica cotidiana, trazendo leveza, integração e uma conexão constante com o verde.

Logo no pavimento térreo, a transformação se mostra evidente. A demolição de grande parte das paredes deu lugar a um layout fluido, em que os ambientes sociais se conectam de maneira natural e convidativa. A cozinha, antes isolada, passa a integrar a área social, reforçando a convivência e o dia a dia em família, mas preserva sua versatilidade por meio de painéis de madeira que permitem seu fechamento quando necessário.

“Com a rotina intensa que a gente leva, queríamos uma casa que fosse um respiro, leve e totalmente conectada ao verde. Pedimos aos arquitetos ambientes integrados, com bastante luz natural e soluções que trouxessem mais conforto para o dia a dia com nossos filhos.”

A sala de TV acompanha essa lógica de abertura, mas com soluções cuidadosas que equilibram transparência e conforto. Um fechamento em vidro, aliado a um elemento vazado de concreto, filtra a luz solar e contribui para manter o ambiente mais fresco, criando uma atmosfera acolhedora sem abrir mão da luminosidade natural. Cada escolha parece responder diretamente ao desejo por espaços mais agradáveis e funcionais.

O terraço, redesenhado como uma extensão da sala, é um dos grandes protagonistas do projeto. A grande porta de vidro em trilho único praticamente dissolve as fronteiras entre interior e exterior, permitindo que o jardim invada a casa. A cobertura combina pergolado de vidro e ripas de madeira cumaru, que atuam como brise, controlando a incidência solar e garantindo conforto térmico ao longo do dia.

O paisagismo assinado por Catê Poli potencializa essa relação com a natureza. O verde se espalha pelo espaço externo e ganha destaque na parede vegetal que acompanha a piscina, criando um pano de fundo vivo e sensorial. Esse diálogo constante com o jardim reforça a sensação de refúgio urbano, onde o tempo parece desacelerar.

Nos interiores, a paleta clara cumpre o papel de amplificar a luz e transmitir serenidade. O branco se destaca como fio condutor, presente nos tijolinhos da sala e nas marcenarias dos quartos. As quatro suítes recebem piso em assoalho de madeira, trazendo conforto térmico, enquanto os banheiros das crianças ganham toques de cor com ladrilhos hidráulicos. Já a suíte do casal aposta na sofisticação do granito Itaúnas levigado, que reveste bancada, piso e paredes com unidade e elegância.

“Com a rotina intensa que a gente leva, queríamos uma casa que fosse um respiro, leve e totalmente conectada ao verde. Pedimos aos arquitetos ambientes integrados, com bastante luz natural e soluções que trouxessem mais conforto para o dia a dia com nossos filhos. Hoje, sentimos que a casa realmente mudou a nossa forma de viver, com espaços mais abertos, acolhedores e convidativos. É um lugar onde conseguimos desacelerar e aproveitar mais o tempo em família.” A fala traduz com precisão o resultado de um projeto que vai além da estética e se estabelece como cenário para uma nova forma de viver.

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