Um apartamento pensado para grandes encontros
19 out, 2026 | Apartamentos, Acima de 200 m2, Cidade

Fotos: Adriano Pacelli / Divulgação
Projeto: Cristina Côrtes
Localização: Itaim Bibi, São Paulo
Área: 310m²
Entre a compra de um imóvel na planta e a hora de ocupá-lo, os planos podem mudar bastante. Neste apartamento de 310m² no Itaim Bibi, a arquiteta Cristina Côrtes trabalhou justamente a partir de uma nova dinâmica familiar. Comprado por um casal de empresários de Ribeirão Preto, o endereço seria a casa das duas filhas em São Paulo. Uma delas, porém, voltou para a cidade natal depois de se formar, enquanto a outra se mudou para Milão por uma oportunidade de trabalho.
O apartamento passou, então, a ser a base dos pais durante suas temporadas de trabalho na capital. Além de acomodar o casal, precisava receber clientes para encontros e jantares, alguns deles preparados por chefs. Essa combinação entre estadia e convivência orientou a revisão da planta, que ganhou mais espaço para estar à mesa e receber.
Cristina já conhecia os hábitos dos moradores: havia assinado o apartamento de veraneio da família na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Para o novo endereço, os pedidos incluíam integrar a varanda, criar uma lareira na sala e trabalhar com uma paleta predominantemente cinza.
Mais espaço para a convivência
A transformação começou pela distribuição dos ambientes. Das quatro suítes originais, uma foi eliminada para ampliar a área social. O dormitório deu lugar à sala de TV, enquanto o banheiro foi convertido em closet para uma das suítes preservadas. Já o antigo quarto de serviço passou a funcionar como escritório.
A varanda incorporada recebeu a sala de jantar, e o espaço antes destinado à churrasqueira foi ocupado por uma adega climatizada do piso ao teto, embutida na marcenaria. Assim, a estrutura de apoio aos encontros passou a acompanhar o uso que os proprietários fariam do apartamento.
A cozinha também foi aberta para o jantar, mas a integração pode ser ajustada conforme a ocasião. Um painel de correr permite deixá-la à vista ou isolá-la durante o preparo das refeições. O hall do elevador, que chega diretamente ao imóvel, foi incorporado à área social, completando a reorganização dos espaços de chegada e convivência.
Materiais que conectam os ambientes
Para dar continuidade ao conjunto, o porcelanato no padrão Travertino, da Portobello, percorre as áreas de convivência. Tapetes em tons de cinza e marcenaria da Florense em MDF amadeirado cinza acompanham a paleta solicitada pelos clientes.
Na cozinha, o acabamento amadeirado se repete, combinado a portas verde-malva e bancadas de ultracompacto com aparência de mármore. As cortinas de gaze de linho branco completam a composição.
Todo o mobiliário foi adquirido para o projeto, com peças da Artefacto e da Breton. Diante do hall do elevador, o banco Vivica, de Patricia Anastassiadis para a Artefacto, marca a chegada. As poltronas Monovar, também da marca, receberam revestimento verde.
Arte desde a entrada
As obras de arte aparecem em diferentes pontos do percurso. No painel da entrada, está a escultura de parede da série Dobradura, de José Munhoz. Fotografias de Denilson Machado ocupam a sala e os quartos, enquanto o lavabo recebe um quadro vermelho da série Sky, de Rosanna Vaz.
Na sala de TV, a obra branca da série Recortes e Dobras, de Sheila Macedo, acrescenta outra linguagem ao conjunto. Distribuídas pelos ambientes, essas escolhas acompanham um apartamento cuja transformação começou pelo essencial: entender quem passaria a usá-lo e abrir espaço para essa nova rotina.

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