Casa Ecomorada: o coração pulsante da Volar Interiores na CASACOR SP 2026
12 jun, 2026 | Mostras, De 50 a 100 m2, Cidade

Fotos: Daniela Magario / Divulgação
Escritório: Volar Interiores
Área: 60m²
Localização: CASACOR São Paulo 2026
A CASACOR São Paulo 2026 abriu as portas em seu novo e icônico endereço: o Parque da Água Branca. Respondendo com extrema sensibilidade ao tema do ano, “Mente e Coração”, o escritório Volar Interiores faz uma estreia memorável no evento com a Casa Ecomorada.
Comandado pelas designers de interiores Ericca Gonçalves e Cinthia Gontijo, o escritório projetou um espaço de 60m² que se comporta exatamente como um grande coração pulsante em meio à densa vegetação do parque. É um manifesto sobre o morar contemporâneo, onde a alta sustentabilidade se encontra com o design assinado e as memórias afetivas.
Arquitetura em sua forma mais pura (e provocativa)
Quem visita a mostra é imediatamente impactado pela força cromática e estrutural do espaço. A Casa Ecomorada se destaca por sua estrutura modular vermelha, mas com um detalhe sofisticado: a pintura especial preserva os veios originais da madeira, integrando a construção de forma orgânica à paisagem natural.
O projeto desconstrói a volumetria tradicional da casa. Como explicam as mentes criativas por trás do escritório:
“O ângulo da entrada voltado para o jardim e a distorção na proporção do telhado são grandes diferenciais, assim como a claraboia redonda, que projeta a luz de diferentes formas conforme o sol atravessa as sombras das árvores.”.
A transição entre o interior e o exterior é fluida e acolhedora. Uma varanda generosa amplia as perspectivas visuais e convida o visitante a um merecido respiro. Pensando em acessibilidade universal, a casa oferece dois acessos: uma escada frontal marcante ou um percurso sinuoso e acessível que atravessa o jardim.
Sustentabilidade inteligente e de baixo impacto
Fiel ao seu nome, a Casa Ecomorada prova que a arquitetura efêmera (como as de grandes mostras) pode e deve ser totalmente ecológica. O sistema construtivo une aço, madeira certificada e homologada, telha semi-sanduíche e amplas aberturas de vidro.
Essa engenharia modular garante benefícios claros:
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Desperdício zero: A combinação industrializada de materiais reduz drasticamente as sobras ao longo da obra.
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Estrutura 100% reciclável: O uso inteligente do metal permite o reaproveitamento integral futuro.
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Mínima interferência no solo: A fundação e a implantação limpa respeitam as raízes e a topografia do Parque da Água Branca.
Curadoria, Design Assinado e o Elo Afetivo
Ao cruzar as portas da residência, que abriga living, sala de jantar, cozinha integrada e varanda, o design nacional dita as regras. A recepção é feita por duas imponentes luminárias de piso Cambu, assinadas pela designer Adriana Yazbek.
O ponto focal do layout é, sem dúvidas, a bancada de cerâmica linear da cozinha, que unifica cuba, área de preparo e fogão. Revestida com cerâmicas artesanais e sustentáveis (estendidas também para o piso), ela recebeu uma intervenção em pintura feita à mão pela artista visual Serei a Folha. A obra expressa a fusão das raízes das duas sócias:
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As memórias de Brasília (Cinthia): Traduzidas nos ipês coloridos da capital federal e nos traços inspirados na escultura em bronze ‘O Pássaro’, de Marianne Peretti — um tributo afetivo às mulheres que ajudaram a construir o sonho da nova capital.
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As raízes do Paraná (Ericca): Representadas através da silhueta marcante das araucárias, do valor poético e simples da galinha e da exuberância botânica da begônia.
No mobiliário principal, brilha a parceria com a Lider, trazendo um sofá sob medida revestido com tecidos exclusivos da branco.casa. O living se complementa com peças de peso da história do design e da cena contemporânea, como a releitura da clássica chaise LC4 (de Le Corbusier, Jeanneret e Perriand) assinada pelo Estudio Reyes e Anne Galante, a mesa de centro Helena de Walter Cuco e a mesa lateral Louça de Humberto da Matta.
Na sala de jantar, o requinte rústico surge em uma mesa com tampo de travertino cercada pelas icônicas e delicadas cadeiras do mestre Sergio Rodrigues. Unindo todos esses elementos com história, o Tapete Patchwork da By Kamy traz fragmentos de importantes e raros tapetes orientais antigos.
Um refúgio para desacelerar
O percurso poético da casa termina de forma intimista: um spa privativo nos fundos do lote, equipado com deque de madeira, banheira, ducha e uma instalação lúdica de casinhas de pássaros desenhadas pelo próprio escritório e esculpidas pelo artista plástico Glaucio Muramatsuro.
Toda a decoração foi pontuada por uma curadoria precisa de obras de arte vindas das galerias Galatea, WG Galeria e Casa Rosa e Amarela, costurando com precisão o enredo do projeto. Como define perfeitamente Ericca Gonçalves:
“É um espaço para viver, um refúgio nosso, para não nos esquecermos de quem somos. Um momento para parar, contemplar… palco de boas conversas, de amor, de amizades e de encontros.”

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