
Fotos: Marco Antonio / Divulgação
Se prepara para esse Open House porque ele está simplesmente sensacional! Eu estive na Praia do Patacho, em Alagoas, para conhecer de perto o hotel Origem Patacho, e posso dizer: foi amor à primeira vista. Você pode pousar em Maceió ou em Recife e, em pouco tempo de carro, chega a uma praia que parece de outro mundo, com mar azulzinho, areia clara e uma tranquilidade rara. E é nesse cenário que acontece esse projeto tão especial.
Quem assina os interiores e toda a conceituação é a talentosa Juliana Pippi. Já a arquitetura leva a assinatura de Rodrigo Fagá, enquanto o paisagismo é de Tatiane Macedo. A Juliana esteve à frente desde a concepção e convidou o Rodrigo para criarem a quatro mãos o projeto, justamente por ele conhecer profundamente a região e suas particularidades — e o resultado não poderia ser melhor. As linguagens dos dois se encontraram no respeito ao território, no uso de materiais naturais e numa arquitetura que conversa com o entorno sem ser óbvia ou caricata.
O conceito é resgatar as origens de Alagoas de maneira autêntica. Nada aqui é forçado ou cenográfico. São apenas 10 cabanas, todas espetaculares, revestidas com biriba — uma madeira leve, resistente e rústica, muito presente na arquitetura brasileira. O hotel inteiro foi pensado quase como uma grande obra artesanal, com minimalismo quente, natural e brasileiro, tijolo e concreto em diálogo constante com texturas orgânicas e uma pesquisa criativa muito profunda.
Logo na entrada, a gente já entende a potência do projeto com a obra de Domingos Tótora nos impactando imediatamente. Juliana encontrou o trabalho durante seus estudos para o hotel e sentiu que fazia todo sentido ampliá-lo para a recepção. Feito em papelão, o painel remete às rachaduras do chão de terra seca e é forte, poético e absolutamente coerente com o conceito.
O paisagismo, assinado pela Tati, reforça essa integração com a natureza. Existem duas tipologias de cabana: Cabana Mar e Cabana Vila. Ambas são amplas, com revestimentos em tom terroso, paredes com aplicação de quartzito e camas que assumem o protagonismo, transmitindo hospitalidade imediata, com piscina interna privativa. Na Cabana Mar, a vista para o oceano é arrebatadora. Já na Cabana Vila, a piscina se conecta diretamente à ducha do banheiro, numa integração charmosa e funcional. E tem um detalhe que eu amei: todos os tecidos do hotel, das cortinas aos roupões, são sustentáveis.
O nível de profundidade do projeto de interiores é tão grande que virou livro. Juliana registrou todo o processo de pesquisa, como o estudo da região, da mão de obra local e dos materiais naturais, para criar um verdadeiro documento sobre a origem do hotel. Isso diz muito sobre o cuidado e a intenção por trás de cada escolha.
No restaurante, os pendentes foram pensados para dançar com o vento da região. O bar, também feito em biriba, tem uma vista sem igual para o mar e um pendente de palha rústico que reforça a regionalidade. Cerâmicas, jacas e potes com areia de Alagoas aparecem na decoração como pequenas homenagens ao território. E, no rooftop, a vista é simplesmente hipnotizante: o mar da Praia do Patacho se revela em diversos tons de azul, fechando essa experiência com chave de ouro.
Eu poderia ficar horas falando sobre cada detalhe, mas preciso te dizer: ver tudo isso em movimento, com os comentários da arquiteta e os bastidores da reforma, faz toda a diferença. Então recomendo dar o play no vídeo completo do Open House, porque esse hotel merece ser visto com calma, nos mínimos pormenores!
Aperte o PLAY para assistir ao Open House completo.






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